Quando a carreira precisa caber na vida
Thiago mora no Rio de Janeiro, na Barra. É engenheiro químico, pai de um menino de cinco anos e alguém que passou a repensar profundamente suas escolhas a partir da paternidade. “Desde que soube que seria pai, comecei a pensar muito mais em qualidade de vida”, conta. “Queria fazer escolhas que me permitissem estar mais presente.”
O desejo por equilíbrio não veio como um rompante, mas como um ajuste gradual de rota. Entre a rotina, o convívio com o filho, os momentos simples em família e o apoio constante da esposa, ficou claro que o modelo de trabalho que ele conhecia já não fazia tanto sentido.

Um caminho longo até a engenharia e as primeiras pistas da mudança
A graduação em engenharia química levou quase dez anos para ser concluída. Em 2021, já na reta final do curso, Thiago começou um estágio em um laboratório de análise de petróleo no Recreio. Foi efetivado e permaneceu ali por cerca de dois anos.
Embora sua função não fosse diretamente ligada à área de dados, eles estavam por toda parte. “Dados estão em tudo”, explica. Aos poucos, passou a explorar análises por conta própria, criar dashboards, testar ferramentas e entender padrões. Era um interesse que surgia de forma espontânea, sem ainda se transformar em plano.
Naquele momento, a transição parecia distante. “Eu achava que migrar para dados levaria muito tempo”, lembra. As ferramentas pareciam complexas, o ciclo de estudos já tinha sido longo e, com um filho pequeno, o risco financeiro pesava. Permanecer na engenharia parecia a escolha mais segura.
Mudanças de cidade, de rotina e de perspectiva
A busca por qualidade de vida levou Thiago e a família para Botucatu, no interior de São Paulo. Lá, ele atuou como analista de PCP, planejamento e controle de produção. Mais uma vez, os dados entraram em cena, agora no chão de fábrica, em análises e relatórios que ajudavam a orientar decisões.
Foram cerca de um ano e meio nessa rotina, até que a família decidiu voltar para o Rio. A mudança foi intensa, tanto na ida quanto no retorno. De volta à cidade, surgiram oportunidades concretas para retomar a carreira na área de petróleo, inclusive com o antigo supervisor.
Thiago chegou a fazer exame admissional, mas desistiu no próprio dia em que começaria.
Apostar no agora para não se frustrar depois
A decisão veio junto com o início do curso na TripleTen. Em vez de aceitar uma vaga que o levaria de volta ao mesmo modelo de vida, Thiago resolveu apostar de vez na transição. “Preferi arriscar naquele momento a aceitar algo que poderia me frustrar no futuro.”
Outras propostas apareceram, inclusive para trabalho offshore, mas elas iam na direção oposta do que ele buscava. “Aquilo ia totalmente contra o que eu queria: mais tempo com minha família, mais qualidade de vida e presença no dia a dia do meu filho.”

A escolha não foi simples, mas foi clara.
Quando as oportunidades começam a responder
Ao começar a aplicar para vagas de analista de dados, algo mudou. Os retornos vieram em quantidade e velocidade que ele nunca tinha experimentado antes na engenharia. “A quantidade de entrevistas era algo que eu nunca tinha vivenciado.”
Mesmo sem ter concluído o bootcamp, Thiago já era chamado para processos seletivos. Em menos de dois meses de curso, ajustou o currículo para destacar suas experiências com dados e dashboards e passou a ver resultados concretos.
Python, que antes era apenas um contato superficial, virou ferramenta de trabalho. O teste prático da vaga que conquistou foi feito majoritariamente nessa linguagem. “O pessoal gostou bastante”, lembra.
Um novo cargo, um novo ritmo
A formação em engenharia ajudou no raciocínio analítico e estatístico, algo que Thiago reconhece como diferencial. Ainda assim, a surpresa veio quando recebeu o formulário do exame admissional e descobriu o cargo. “Quando vi que era analista de dados pleno, foi uma surpresa muito positiva.”
Hoje, ele trabalha em modelo híbrido. Os primeiros meses são mais presenciais, para adaptação, mas depois a rotina se estabiliza em um a dois dias no escritório. “Sempre foi um objetivo para mim”, afirma. “Trabalhar remotamente facilita muito minha rotina e minha qualidade de vida.”

Crescer sem abrir mão do que importa
Thiago não fala em pressa, mas em aprofundar. Quer ganhar domínio técnico, lidar melhor com demandas urgentes, entregar resultados com mais segurança e, no futuro, talvez atuar como especialista ou em gestão.
“É uma área que eu gosto e que pretendo continuar estudando mesmo após o curso”, diz.
Para quem pensa em migrar para tecnologia, o conselho é direto. “Comece o quanto antes. Se eu tivesse tomado essa decisão em 2021, estaria em outro patamar hoje.” Para ele, o curso oferece algo essencial: direcionamento, mesmo para quem não vem de uma área técnica.
No fim, a transição de Thiago não foi apenas profissional, mas uma escolha de vida. Uma decisão de alinhar carreira, tempo, família e futuro no mesmo caminho. Para ele, isso fez toda a diferença.

Dê o primeiro passo você também
A história de Thiago mostra que mudar de carreira não é apenas trocar de área, mas alinhar trabalho, rotina e futuro.
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