Quando aprender deixa de ser curiosidade e vira direção
O computador sempre esteve presente na vida do Guilherme. Primeiro como lazer, depois como interesse. “No começo era mais para jogar”, ele conta. “Depois comecei a me interessar por programação e pela área de dados.” Não havia um plano desenhado, nem uma ideia clara de carreira, mas existia curiosidade e, com o tempo, a percepção de que aquilo poderia se transformar em algo maior.
Hoje, aos 28 anos, ele mora em Atibaia e cruza diariamente a estrada até São Paulo. Vai para estudar, trabalhar, treinar. A rotina é cansativa, mas diferente de antes, tem sentido. É o tipo de esforço que aponta para frente.
A decisão de investir sem saber exatamente onde ia dar
A TripleTen entrou na história por indicação de um amigo. Eles começaram juntos, quase como um teste. Guilherme não tinha um objetivo rígido, mas sabia que aprender dados abriria possibilidades. “Eu comecei porque sabia que isso iria impulsionar minha carreira”, diz. “Não tinha um objetivo superdefinido.”

O bootcamp avançava e, quase em paralelo, surgiu a primeira oportunidade em tecnologia. No início, o trabalho era com suporte técnico: resolver problemas, ajustar sistemas, manter tudo funcionando. Um trabalho necessário, mas que ainda não refletia o que ele vinha estudando.
O momento em que alguém enxerga o que você já vinha construindo
A mudança aconteceu sem alarde. Em uma conversa, Guilherme comentou que estudava dados. A empresa precisava exatamente disso. Havia estrutura, mas faltava alguém para transformar informação em análise.
“Eles tinham o banco de dados, mas as informações chegavam quebradas, difíceis de analisar”, explica. Guilherme se ofereceu para ajudar. Começou aos poucos, criando extrações, organizando dados, propondo soluções, os resultados vieram e com eles a confiança.
Hoje, ele é responsável pela manipulação de dados dentro da empresa. Trabalha com extração, criação de APIs e desenvolvimento de visualizações. O que antes era curiosidade virou função central.
Quando o aprendizado finalmente encontra aplicação

Guilherme ainda não concluiu o bootcamp. A rotina entre trabalho, faculdade e deslocamento atrasou o ritmo, mas ainda assim, o impacto é claro. “Mesmo sem ter terminado, grande parte do que eu uso no trabalho veio da TripleTen”, afirma.
A diferença, para ele, está na prática. “A faculdade é muito abrangente. Você vê um pouco de tudo, mas nada muito profundo.” No bootcamp, o aprendizado ganhou corpo, o conteúdo deixou de ser abstrato e passou a fazer parte do dia a dia.
Mais responsabilidade, mais clareza
A mudança de área também mudou a forma como ele trabalha. No suporte técnico, o ritmo era reativo. Com dados, o fluxo é constante, as informações entram e saem o tempo todo, exigindo atenção, análise e tomada de decisão.
“Hoje eu trabalho muito mais”, admite. “Mas é muito mais gratificante.” O contrato de estágio termina no fim do ano e a efetivação já está confirmada. O salário ainda segue o modelo atual, mas o que mudou foi a perspectiva. Há crescimento, continuidade e espaço para aprofundar.
Um futuro construído passo a passo
Quando olha para frente, Guilherme se imagina especialista em dados. Formado, com o bootcamp concluído, fazendo outros cursos e aprofundando o que já começou. Talvez crescendo dentro da empresa atual, talvez abrindo espaço para novos projetos. Ele não fala em grandes mudanças de vida, mas em estabilidade, aprendizado e portas abertas.
“Quero continuar crescendo onde estou”, diz. “É um lugar que me deu oportunidade.”
Para quem está no começo

O conselho vem sem romantização. “Não é fácil”, ele afirma. “Exige estudo constante.” Mas também vem com tranquilidade. Para Guilherme, tecnologia não é sobre pressa, é sobre constância.
“É uma área para qualquer pessoa que esteja disposta a aprender”, ele completa. “Quanto mais você estuda, mesmo aos poucos, mais as coisas começam a fazer sentido.”
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