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Normalização de banco de dados: modelo de estruturação de informações

Você já deve ter ouvido por aí que ciência de dados é pura estatística. Mas, claro, há todo um aparato técnico por trás de tanta matemática. Afinal, sem um modelo bem treinado e eficiente, haja análise para conseguir achados valiosos em um monte de números confusos.

Considerando toda a importância deste trabalho na estratégia das empresas de qualquer setor econômico, neste artigo, vamos falar sobre a normalização de banco de dados, o modelo de forma normal, além das vantagens e os riscos de não aplicar essa estrutura de dados.

A normalização de banco de dados

Logo de cara, o nome não é estranho, mas o conceito por trás da normalização de banco de dados é bem profundo. Afinal, este é um método capaz de reduzir a repetição e qualquer anomalia que um sistema possa apresentar. Então, entre os principais objetivos, podemos citar:

• Eliminar redundância de dados

• Evitar anomalias

• Melhorar integridade das informações

E para chegar neste ponto, o modelo consegue compilar os dados de tabelas gigantes e desorganizadas para grupos menores e de fácil leitura. Com isso, ela consegue não só representar melhor as informações que precisam ser analisadas, como também facilita a integração entre diferentes bancos de dados. 

Feito isso, qualquer inserção, atualização ou exclusão de dados ficam bem mais seguras e livres daquele “miss-click” ou qualquer outro erro humano.

Homem analisa servidores de banco de dados

Surgimento da  normalização de banco de dados

A organização de dados por meio da normalização parece ser complexo tecnologicamente falando, mas simples se olharmos para algo tão “óbvio”. E talvez seja isso mesmo. Não à toa, a concepção aconteceu nem tão recente, mas tampouco distante.

Foi lá na década de 1970 e 1980, que a normalização foi sendo explorada, aprimorada e refinada até a gente chegar no que hoje chama-se de “forma normal”. É ela que enfrenta os diferentes desafios e aspectos de um banco de dados. Mas os detalhes disso ficam para os próximos tópicos!

Principais conceitos da normalização

Antes de avançar em aspectos mais técnicos, vamos ainda nos manter no básico e entender os principais conceitos do modelo. Afinal, são eles que dão o pontapé inicial para uma gestão e manutenção do banco de dados. Então, se liga aqui com a gente:

Organização de dados: É importante entender que a normalização passa por uma reestruturação das tabelas de um banco de dados. Tudo isso para que o cientista consiga focar em aspectos específicos do que é importante naquele momento. Então, em vez de você gerir dados de clientes, produtos e valores em um único ambiente, a normalização separa essas informações em três tabelas diferentes. Isso reduz muito a complexidade das informações, sem perder a integração entre esses dados.

Redução de ruídos: Uma baita dor de cabeça é não saber se as informações estão completas ou se há duplicações dentro de um banco de dados. Então, a normalização garante que cada informação está sendo gravada de forma única. Com isso, você não impede o uso indevido do armazenamento do banco de dados, mas também torna o fluxo de informações muito mais simples e de qualidade.

Integridade de dados: Mesmo em tabelas separadas, a normalização consegue manter a conexão e segurança entre elas a partir de “chaves estrangeiras”. Ou seja, o sistema ainda é capaz de manter a consistência de todo o banco de dados.

As vantagens da normalização de banco de dados

Se a gente olhar para essas características, elas acabam se revertendo em vantagens bem interessantes para os bancos de dados.

Logo de cara, a normalização permite que a atualização do banco de dados seja muito simples. Afinal, a integração permite que ao atualizar uma tabela, a outra seja influenciada de forma positiva, o que reduz o esforço do usuário ou cientista.

A escalabilidade e manutenção do banco de dados também ganha um baita aliado, por conta da estrutura da normalização. É ela que consegue fazer a implementação de qualquer alteração ou até mesmo a expansão do banco de dados de forma tranquila, já que novas tabelas não necessariamente impactam as operações das outras.

Mulher programando no computador a partir de banco de dados

Por fim, é possível eliminar e prevenir quaisquer anomalias que possam estar impactando o sistema. Com isso, você sabe que vai ter um banco de dados SQL acessível e, principalmente, com informações confiáveis e sem duplicidades.

Já os riscos da não-normalização são bem grandes. Afinal, ao ignorar este processo, você está abrindo lacunas de segurança, acesso e confiabilidade sobre todas as informações do seu banco de dados.

Com isso, você vai dar de cara com uma série de informações inúteis, duplicadas ou confusas. E se você precisar de um backup estruturado disso tudo. Bom, boa sorte! Então, no final do dia, o que vamos ver é um banco de dados totalmente inconsistente e cheio de retrabalhos.

Na parte mais prática da situação, o seu desempenho de leitura vai ser extremamente comprometido. Da mesma forma, o banco de dados vai te dar uma bela dor de cabeça na hora de tentar fazer qualquer integração ou escalabilidade do sistema.

Tipos de anomalias de dados

No tópico anterior, a gente falou sobre as anomalias de dados. E aqui, a gente quer abrir um espaço para falar sobre elas, já que há três tipos específicos que parecem “bobos” em uma primeira vista, mas merecem uma atenção.

Anomalias de inserção: Aqui é quando falta uma informação prévia para adicionar outra, como adicionar um pedido, mesmo sem ter o nome do cliente. Então, para quem será entregue?

Anomalias de atualização: Este tipo é quando alguém tenta arrumar um dado duplicado, mas acaba criando informações conflitantes dentro do banco de dados SQL.

Anomalias de exclusão: O simples deleter de um registro pode levar a uma perda em cadeia de outras informações e inviabilizar o acesso a um cadastro, por exemplo.

Esses são os três principais tipos de anomalias e a normalização de banco de dados ajuda para que a integração entre os sistemas seja bem amarrada e impeça que essas falhas aconteçam e comprometam partes ou até mesmo todo o sistema.

O modelo de forma normal

Enfim, chegamos a um conceito mais avançado. E aqui, vamos falar da Forma Normal. Este é o nome dado ao modelo de normalização, pois é estruturado em diferentes níveis, por exemplo: primeira forma, segunda forma terceira forma, quarta forma e quinta forma.

Primeira forma

A primeira forma normal (1NF) é o passo mais básico da normalização. Aqui, ela considera tabelas em que apenas valores atômicos são considerados. Ou seja, cada coluna precisa ter um valor único e indivisível. A primeira forma também não computa dois registros iguais. Por isso, ela ajuda a eliminar duplicatas do sistema.

Segunda forma

Em um passo mais avançado à primeira forma, temos a segunda forma. Na segunda forma, os atributos não críticos são vinculados à uma chave primária. Ou seja, a segunda forma elimina a dependência parcial dos dados. Então, a segunda forma acaba ajudando muito a integridade do sistema.

Terceira forma

Ao irmos para a terceira forma, os atributos não críticos só podem ser dependentes da chave primária. Isso não só impede a redundância que resta dos dados, mas também garante a escalabilidade das informações.

Quarta forma

Depois da terceira forma temos a… Quarta forma! Pode parecer estranho, mas este modelo – e também a quinta – não são das mais comuns, pois esse modelo de forma normal é usado para trabalhar em situações bem específicas.

Quinta forma

A quarta forma, por exemplo, vai tratar de relações multivaloradas. Isso quer dizer que elas não passam pelo crivo da primeira forma, nem da segunda forma ou terceira forma. Enquanto isso, a quinta forma vai operar com junções complexas e garantir que elas não percam informações durante a decomposição.

Trabalho do cientista e analista de dados

Dentro de qualquer empresa, o papel do cientista e analista de dados, hoje, se tornou fundamental. Justamente porque não há qualquer estruturação adequada sobre as informações corporativas. E não é que isso impede a realização de estratégia. A leitura que é praticamente impossível de ser feita!

Por isso, ter acesso a conhecimentos mais específicos e profundos de normalização – da primeira forma à quarta – vão dar vantagem a você e a todos os profissionais da área não apenas na hora hora de buscar os achados que realmente sejam relevantes aos líderes da instituição, mas também na automatização e facilitação da rotina de trabalho.