Da psicologia aos dados: como Débora recomeçou em tech e chegou à Motorola?
Débora Baena não acordou um dia decidida a “virar data scientist”. Sua mudança aconteceu aos poucos, com dúvidas, idas e vindas e uma boa dose de coragem.
Formada em Psicologia em Campinas, ela sempre gostou de gente e comportamento, mas sentia falta do desafio lógico das exatas. Depois de passar por São Paulo e experimentar papéis em People Analytics, análise de dados e até uma liderança que não dialogava com seus valores, decidiu pausar a carreira para apostar em um novo caminho.
E foi assim, entre uma faculdade de Ciência de Dados e o programa da TripleTen, que ela mergulhou na transição e hoje trabalha como Analista de Dados.
Esta é a história de quem aprendeu a unir pessoas e números do seu próprio jeito. E pode inspirar a mudança que você também deseja.
Entre pessoas e números: o conflito interno de Débora
Por fora, a trajetória de Débora fazia sentido: formada em Psicologia, comunicativa, empática e com facilidade para trabalhar com gente. Por dentro, porém, havia um incômodo silencioso. Ela gostava de compreender comportamentos, mas sentia falta do rigor das exatas, da lógica e dos números no dia a dia.
Esse conflito foi o motor de suas próximas escolhas e o fio condutor de toda a sua transição. E tudo começou com a decisão de sair de São Paulo e voltar para Campinas. Foi um respiro estratégico para experimentar, errar, testar caminhos e, principalmente, entender melhor o que realmente queria profissionalmente.
Os primeiros passos em dados
Em Campinas, ainda na faculdade, Débora estagiou em uma empresa de desenvolvimento de software, e logo foi efetivada na área de dados e business analytics, com uma rotina de planilhas complexas em Excel, automações em VBA e pequenos scripts.
Quanto mais ela aprendia, mais percebia que ali havia algo que combinava razão e criatividade. E quando surgiu a oportunidade de escolher entre seguir na área de Pessoas ou migrar de vez para Dados em novas experiências, Débora não hesitou. Ela já se sentia no lugar certo.
O desafio que mudou tudo
Em sua experiência “fora da zona de conforto”, Débora mergulhou em análises financeiras, dashboards e previsões (FP&A) em um período de aprendizado acelerado: interpretação de números, decisões baseadas em dados e comunicação com diferentes áreas do negócio.
Tecnicamente, ela cresceu, mas o trabalho revelou dilemas porque, com o tempo, a dinâmica começou a incomodá-la. Algumas semanas eram mais movimentadas, enquanto outras eram mais tranquilas. Essa alternância às vezes trazia uma sensação de inquietação e de que o ritmo poderia ser mais equilibrado.
Débora percebeu que não bastava gostar de dados, pois o ritmo e o formato do trabalho também precisavam fazer sentido. Foi assim que Débora aceitou o desafio de estruturar a área de People Analytics em outra empresa.
No papel, parecia perfeito. Na prática, o cargo tinha mais a ver com RH do que com análise de dados, além do choque cultural e de valores. Após quatro meses, ela tomou a decisão de sair.
Faculdade + TripleTen
Após uma experiência profissional frustrante, Débora definiu o objetivo claro de aprofundar os conhecimentos em matemática, conceitos e estatística para, assim, construir a base para atuar como cientista de dados. Para isso, optou por um caminho pouco convencional e bastante intenso: cursar simultaneamente a faculdade de Ciência de Dados e o programa da TripleTen.
A lógica por trás dessa escolha era complementaridade: a faculdade ofereceria profundidade teórica, especialmente em matemática e fundamentos mais acadêmicos. Já a TripleTen traria prática, ritmo de mercado e experiência aplicada com ferramentas do dia a dia das empresas.
Do lado de fora, muitos acharam que era exagero; internamente, Débora lidava com a sensação de estar “atrasada” por não ter entrado na tecnologia aos 17 anos.
Só que, em vez de paralisá-la, esse sentimento virou combustível para fazer dar certo.
A experiência na TripleTen e a preparação para o mercado
Na TripleTen, Débora encontrou o tipo de estrutura que procurava. O suporte de carreira foi um dos grandes diferenciais porque ajudou-a a entender como se posicionar no mercado, para onde aplicar e como traduzir sua trajetória profissional em valor para as empresas.

Já a mentoria foi um divisor na preparação para entrevistas e no fortalecimento da confiança. E, por fim, o formato do programa em sprints, o que trouxe organização e disciplina para uma rotina já carregada.
Rapidamente, Débora percebeu que sua trajetória “fora do padrão” não era um problema, mas parte de sua identidade profissional. Foi isso que culminou na oportunidade de trabalhar para a Motorola Mobility (Lenovo) — não como uma ex-psicóloga migrando para dados, mas uma profissional em formação, com raciocínio analítico, portfólio e clareza de propósito.
Hoje, em modelo híbrido e em um time global, ela valoriza o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, além da possibilidade de praticar inglês e espanhol. Isso porque, futuramente, ela pretende ter a experiência de trabalhar fora do Brasil (um caminho acessível na tecnologia) e vê a liderança como um possível próximo passo, sem abandonar a ciência de dados.
O que dizer para quem também quer migrar de área?
Para quem pensa em seguir um caminho parecido, seu conselho é claro e humano: paciência, porque a transição de carreira não é linear.
Segundo, focar menos em “saber tudo” e mais em aprender a raciocinar bem, formular boas perguntas e compreender problemas, que é o verdadeiro pensamento computacional.
Ela também reforça o uso consciente da IA como ferramenta de apoio, nunca como atalho.
Por fim, destaca a comunicação como habilidade essencial, pois empresas não querem mais profissionais isolados tecnicamente, e lembra que backgrounds diversos são, na verdade, diferenciais competitivos.
Ela acredita que não existe momento perfeito para começar. O que existe é coragem para dar o primeiro passo e disciplina para continuar aprendendo.
E aí, acha que também é hora para dar o primeiro passo em sua transição de carreira? Faça agora mesmo o teste vocacional da TripleTen!
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